Terremoto em Brasília: CPI Convoca 13 Poderosos Agora

Terremoto em Brasília: CPI Convoca 13 Poderosos Agora

Terremoto em Brasília: CPI Convoca 13 Poderosos Agora

Em sua sessão inaugural nesta terça-feira (4), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, recém-constituída no Senado, deliberou favoravelmente à convocação de 11 governadores e dois ministros de Estado. A lista de convidados se estende a dirigentes de órgãos de segurança e peritos na área de segurança pública. Todas as solicitações partiram do relator da comissão, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que adicionalmente requisitou dados sobre as estratégias de enfrentamento ao crime organizado junto aos Ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Defesa.

Entre as primeiras aprovações, estão os convites direcionados ao titular da pasta da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e ao ministro da Defesa, José Múcio. Também foram chamados para depor o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Corrêa, juntamente com outros representantes de entidades de segurança do âmbito federal. O colegiado, que iniciou seus trabalhos na terça-feira, dispõe de um prazo de 120 dias para elaborar uma análise aprofundada sobre a atuação do crime organizado no território nacional e sugerir políticas públicas para o combate a facções e milícias.

Alessandro Vieira também propôs a oitiva de 11 chefes de executivos estaduais e seus respectivos secretários de Segurança. A seleção dos governadores foi baseada em um critério específico: convidar os gestores dos estados com os melhores e piores indicadores de segurança, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Fórum Nacional de Segurança Pública. Em seu requerimento, o relator argumenta que busca a visão e a experiência própria de cada gestor sobre o tema. A lista de convidados inclui:

  • Governadores dos estados com índices de segurança mais baixos: Amapá, Bahia, Pernambuco, Ceará e Alagoas.
  • Governadores dos entes federativos considerados mais seguros: Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Adicionalmente, os governadores do Rio de Janeiro e de São Paulo foram incluídos. A justificativa, segundo Vieira, não se baseia nos índices de violência, “mas porque são base original das principais facções criminosas do Brasil”. Além disso, foi aprovado um pedido para que a Câmara dos Deputados trate com urgência a tramitação de propostas legislativas sobre segurança pública já aprovadas no Senado.

A comissão aprovou ainda um pedido do relator para colher depoimentos de especialistas em segurança pública e profissionais com reconhecida trajetória na área. Dentre eles, estão o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, conhecido por sua atuação contra o PCC; Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; e os pesquisadores Joana da Costa Martins Monteiro e Leandro Piquet Carneiro. A CPI também buscará a perspectiva de profissionais da comunicação que cobrem a área criminal, como jornalistas investigativos, consultores e articulistas, incluindo nomes como Josmar Jozino, Rafael Soares, Cecília Olliveira e o ex-capitão do Bope, Rodrigo Pimentel.

Por fim, foi aprovado um requerimento que solicita formalmente aos ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Defesa o envio de informações detalhadas sobre o controle de armamentos e cópias de relatórios de inteligência que tratem de facções criminosas ou milícias. O senador Alessandro Vieira justificou a medida ressaltando “a dificuldade que nós temos para identificar e rastrear armas de fogo e munições no Brasil”.

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Lucas Pedroso é jornalista de política com olfato apurado para os bastidores do poder. Especializado em análise legislativa e cobertura de eleições, ele traz reportagens com contextualização histórica, entrevistas com parlamentares e explicações claras sobre impactos das decisões públicas no cotidiano. Com uma linguagem direta e investigativa, Lucas conecta o leitor aos meandros da política com relevância, ética e aprofundamento.