Ranking Revela: 6 Estados Deixaram o Resto do Brasil Para Trás

Um total de seis estados brasileiros apresenta um desempenho inovador superior à média nacional, conforme revelado pelo Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (Ibid), um levantamento divulgado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). São Paulo se destaca na primeira posição com uma nota de 0,872, em uma escala que vai de 0 a 1, um valor quase três vezes maior que a média do país, fixada em 0,296. Acompanham São Paulo nesse grupo de destaque Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Na outra ponta da classificação, as unidades federativas com os menores índices de inovação são Alagoas, com 0,148, Maranhão, com 0,127, e Acre, que registrou 0,122. Embora a liderança de São Paulo seja uma constante desde a primeira medição do índice em 2014, o cenário recente revela movimentações significativas entre os demais estados. Santa Catarina, por exemplo, ascendeu da terceira colocação em 2015 para a segunda em 2020, posição que mantém em 2025. O Paraná também demonstrou um avanço notável, saltando do sexto lugar há cinco anos para o terceiro atualmente, enquanto o Rio de Janeiro recuou do segundo para o quarto lugar ao longo da última década.
O INPI interpreta esses dados como um sinal de “leve desconcentração” da inovação no território nacional, mesmo com a hegemonia paulista. Sete estados conseguiram reduzir a diferença em relação ao líder: Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Paraíba, Alagoas, Piauí e Amapá. Essa tendência é corroborada pela evolução da pontuação média das unidades federativas, que correspondia a 28% do desempenho de São Paulo em 2015 e subiu para 29% em 2025. Para o instituto, essa dinâmica aponta para “um leve, mas consistente, movimento de desconcentração das atividades inovadoras no país”. Santa Catarina e Paraná foram os que mais se aproximaram, diminuindo a distância para São Paulo em seis pontos percentuais cada.
Durante a divulgação do índice no evento Startup Summit, em Florianópolis, o economista-chefe do INPI, Rodrigo Ventura, ressaltou que o Ibid evidencia uma “nova geografia da inovação brasileira” nos últimos dez anos. Segundo ele, “a inovação deixou de ser exclusividade dos grandes centros e se espalhou para outras regiões, atraindo investimentos e impulsionando novos negócios”. Ventura acrescentou que o avanço do empreendedorismo e a criação de polos de startups em todo o Brasil estão fortalecendo esse processo.
O INPI, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), é a autarquia que gerencia os registros de patentes no Brasil. A metodologia do índice abrange diversos quesitos fundamentais, agrupados nos seguintes pilares:
- Instituições e capital humano
- Infraestrutura e economia
- Negócios, conhecimento e tecnologia
- Economia criativa
Essas categorias se desdobram em avaliações de aspectos como crédito, investimentos, educação, ambiente regulatório e criação de ativos intangíveis.
A concepção do Ibid foi inspirada no Índice Global de Inovação (IGI), publicado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Na edição mais recente de 2024, o Brasil ocupa a 50ª posição entre 133 nações, uma leve queda em relação ao 49º lugar de 2023. Apesar disso, o país acumulou um avanço de 20 posições desde 2015. Com este desempenho, o Brasil se consolida como a principal nação da América Latina no quesito, superando o Chile (51º) e o México (56º).
