O Segredo da Seleção de Goalball que Chocou as Américas

As seleções brasileiras de goalball, tanto a masculina quanto a feminina, alcançaram o topo do pódio no Campeonato das Américas com campanhas invictas, consolidando seus triunfos na tarde da última terça-feira (5) no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A equipe masculina assegurou o tricampeonato da competição ao derrotar a Argentina por um placar elástico de 7 a 1, somando esta conquista às vitórias de 2017 e 2022. O time, que já é o atual campeão mundial e foi bronze nos Jogos de Paris, teve uma atuação de destaque de Leomon, autor de três gols na decisão. O camisa 4, que perdeu a visão quando bebê por conta de uma retinose pigmentar, comemorou o resultado: “É uma alegria imensa conquistar mais um título. Final é sempre difícil, mas nossa união e disciplina tática fizeram a diferença. Jogar em casa e manter a invencibilidade é algo especial para todos nós”.
No confronto feminino, o Brasil reeditou a final de 2022 contra a seleção do Canadá e novamente saiu vitorioso, desta vez por 6 a 2. O resultado garantiu o bicampeonato para as brasileiras e, de forma crucial, carimbou o passaporte para o Mundial de goalball de 2026, que será realizado em Hangzhou, na China. A equipe masculina já havia assegurado sua vaga ao conquistar o título mundial em Portugal, no ano de 2022. A grande protagonista da final foi a atleta Jéssica Vitorino, que marcou quatro dos seis gols da equipe. A jogadora brasiliense, que nasceu com baixa visão devido a uma catarata congênita, projetou os próximos passos: “Sabíamos da força do Canadá, então fiquei no banco observando as jogadas e ouvindo as instruções do técnico. Quando entrei, já sabia exatamente o que precisava fazer. Agora é seguir treinando com o clube e focar no Mundial: queremos medalha”.
A performance dominante das equipes brasileiras foi refletida em suas estatísticas ao longo do torneio. A trajetória da seleção feminina na primeira fase resultou em quatro vitórias, com um impressionante saldo de 35 gols marcados e apenas dois sofridos. Já a equipe masculina demonstrou um poderio ofensivo ainda maior, concluindo sua participação com os seguintes números:
- 56 gols marcados e apenas nove sofridos durante a fase de grupos.
- Vitórias na fase eliminatória sobre Nicarágua e Estados Unidos.
- Triunfo na final contra a Argentina, que chegava pela primeira vez a uma decisão do torneio.


