O Segredo Chocante por Trás da ‘Estabilidade’ do Dólar a R$ 5,54

O Segredo Chocante por Trás da 'Estabilidade' do Dólar a R$ 5,54

O Segredo Chocante por Trás da 'Estabilidade' do Dólar a R$ 5,54

O mercado financeiro nacional registrou mais um dia de perdas, ainda sob o impacto das políticas tarifárias anunciadas pelo governo de Donald Trump, embora tenha ocorrido uma recuperação parcial no período da tarde. A moeda norte-americana, que operou em alta durante a maior parte do pregão, finalizou o dia com uma variação mínima. Por outro lado, a bolsa de valores brasileira marcou sua quinta queda consecutiva, resultando no pior acumulado semanal desde o final de 2022.

Nesta sexta-feira (11), o dólar comercial foi negociado a R$ 5,548 no fechamento, apresentando um leve avanço de 0,1%. A cotação chegou a atingir o pico de R$ 5,58 por volta das 11h, mas perdeu força ao longo da tarde, um movimento atribuído à realização de lucros por parte de investidores, que venderam a moeda para garantir os ganhos obtidos com a valorização dos dias anteriores. No panorama mais amplo, a divisa dos Estados Unidos apresentou os seguintes resultados:

  • Acumulou uma valorização de 2,26% na semana.
  • Registrou uma alta de 2,1% no mês de julho.
  • Ainda apresenta uma queda de 10,23% no acumulado de 2025.

O segmento de ações enfrentou um dia de maior instabilidade. O Ibovespa, principal índice da B3, concluiu a sessão aos 136.171 pontos, com um recuo de 0,42%. O indicador chegou a registrar uma baixa mais acentuada de 0,89% às 13h26, mas moderou as perdas no final do dia. Essa melhora foi creditada à recuperação no preço de commodities, como petróleo e minérios, que são bens primários com cotação internacional e acabaram por impulsionar os papéis de companhias petrolíferas e mineradoras.

Com a quinta sessão seguida de desvalorização, o mercado acionário teve a pior performance semanal desde dezembro de 2022, com uma perda acumulada de 3,59%. No cenário global, a imposição por parte de Trump de uma tarifa de 35% sobre produtos do Canadá, a ser aplicada a partir de 1º de agosto, fortaleceu o dólar em relação à maioria das moedas mundiais. Esse movimento externo ajudou a atenuar a diferença de alta da moeda norte-americana em comparação com o real, que vinha se acumulando nos últimos dias.

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Liandra Silva é jornalista especializada em economia, com olhar atento para os bastidores do mercado financeiro e das políticas públicas. Apaixonada por traduzir temas complexos em linguagem clara, Liandra assina reportagens, análises e entrevistas que ajudam o leitor a entender como decisões econômicas impactam o dia a dia. Quando não está escrevendo, gosta de acompanhar indicadores, conversar com especialistas e explorar novas tendências que moldam o futuro da economia.