O Fiasco do Brasil no Taekwondo: O Motivo Que Ninguém Te Contou

O terceiro dia de disputas do Campeonato Mundial de Taekwondo, realizado em Wuxi, na China, encerrou neste domingo (26) sem medalhas para a delegação brasileira. Dos três representantes do país que subiram ao tatame, os que mais se aproximaram do pódio foram Ícaro Miguel, de Minas Gerais (categoria até 87 kg), e Matheus Gilliard, do Rio de Janeiro (até 54 kg), pois ambos tiveram suas trajetórias interrompidas nas quartas de final.
O mineiro Ícaro Miguel, que já havia sido prata na edição de 2019 em Manchester, na Inglaterra, superou seus dois primeiros oponentes, Rishabh Chaudhary, da Índia, e Rafael Kamalov, da Rússia. Contudo, na luta que valia um lugar na semifinal, foi derrotado pelo ucraniano Artem Harbar. Uma vitória nesta fase teria garantido ao brasileiro, no mínimo, a medalha de bronze, já que o torneio não realiza disputa pelo terceiro lugar. O ouro da categoria ficou com o egípcio Seif Eissa. De forma semelhante, Matheus Gilliard avançou nas rodadas iniciais ao vencer o português Noah Garcia e o egípcio Moataz Abu Sree, mas não conseguiu superar o grego Aristeidis Psarros nas quartas. O atleta da Coreia do Sul, Eunsu Seo, sagrou-se campeão do peso.
A participação brasileira no domingo se completou com a paulista Thaisa de Souza, que competiu na categoria até 73 kg. Ela, no entanto, foi superada logo em sua estreia pela iraniana Melika Vakili. As esperanças de pódio para o Brasil se renovam na próxima rodada, que ocorre na madrugada de segunda-feira (27) pelo horário de Brasília, com a entrada de mais três atletas na competição:
- Júlia Nazário, de Santa Catarina (até 46 kg);
- Raiany Fidelis, de Minas Gerais (acima de 73 kg);
- Henrique Marques, do Rio de Janeiro (até 80 kg), atual quinto colocado no ranking mundial.
Apesar do dia sem subidas ao pódio, a delegação brasileira em Wuxi já celebrou uma conquista histórica nesta edição do Mundial. Na última sexta-feira (24), a paulista Maria Clara Pacheco foi campeã na categoria até 57 kg, quebrando um jejum de títulos mundiais para o país que durava desde a vitória da paranaense Natália Falavigna em 2005. O evento na China continua com disputas até a próxima quinta-feira (30).


