O Detalhe Chocante na Liberação de Moraes para a Visita a Bolsonaro

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, recebeu permissão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para se encontrar com o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o despacho do magistrado, o encontro foi agendado para o dia 28 de agosto, com horário estipulado entre as 10h e as 18h. O ex-chefe de Estado está em regime de prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, por ordem do mesmo ministro, e as visitas a ele são limitadas a parentes e aliados políticos, mediante consentimento prévio do STF.
A liberação concedida por Moraes responde a uma solicitação feita por Valdemar na última terça-feira (12). O dirigente do partido de Bolsonaro já havia tido uma tentativa de visita negada, pois o requerimento anterior foi protocolado diretamente por ele no Supremo. O procedimento correto, segundo entendimento do ministro, é que os pedidos de visita sejam formalizados pela equipe de defesa do ex-presidente, e não através de petições individuais de seus apoiadores. A autorização foi finalmente concedida nesta sexta-feira, depois que ficou comprovado o interesse de Bolsonaro em receber o líder de seu partido.
A medida de prisão domiciliar e a restrição de visitas foram impostas porque, segundo a avaliação do ministro, o ex-presidente utilizou as redes sociais de seus filhos, inclusive por meio de intermediários, para contornar uma proibição judicial anterior. Essas determinações cautelares estão inseridas no contexto de um inquérito que apura a conduta do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O filho do ex-presidente é investigado por supostamente ter agido junto ao governo norte-americano com o objetivo de articular represálias contra o governo do Brasil e membros da Suprema Corte.
Eduardo Bolsonaro afastou-se de seu mandato parlamentar em março deste ano e mudou-se para os Estados Unidos, alegando ser vítima de perseguição política. Dentro dessa mesma investigação, apura-se se Jair Bolsonaro enviou recursos financeiros para custear a permanência de seu filho em solo americano. As pendências jurídicas do ex-presidente no STF incluem:
- A investigação sobre o envio de recursos para seu filho no exterior.
- O status de réu na ação penal da trama golpista.


