Guerra no STF: A Verdade Chocante Sobre a Fuga de Ramagem

O deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro, é o centro de uma nova polêmica após ter viajado para fora do Brasil, apesar de restrições judiciais que o impediam. A sua saída do território nacional motivou, nesta quinta-feira (20), a apresentação de medidas no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Mesa Diretora da Câmara por parte do líder da bancada do PT, Lindbergh Farias (RJ).
Segundo o parlamentar petista, a autoridade das instituições está sendo desafiada. Lindbergh Farias declarou que “um parlamentar condenado por crimes graves contra a democracia não pode fugir para Miami como se nada tivesse acontecido”. Ele enfatizou que a lei vale para todos e será rigorosamente aplicada contra o que chamou de “deputado fugitivo”, que estaria seguindo o caminho de outras figuras políticas como Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro.
A viagem de Ramagem, que foi visto em Miami, gerou reações para além da liderança do PT.
- Deputados do PSOL do Rio de Janeiro, incluindo Pastor Henrique Vieira, Glauber Braga, Chico Alencar, Tarcísio Motta e Talíria Petrone, também se manifestaram, pedindo ao STF a decretação da prisão do parlamentar, com a justificativa de que “tudo indica que ele fugiu para os Estados Unidos”.
- Por sua vez, a Câmara dos Deputados comunicou oficialmente que não recebeu qualquer informação sobre a partida de Ramagem e que não autorizou nenhuma viagem de caráter oficial ao exterior para o deputado.
Vale lembrar que Alexandre Ramagem enfrenta uma condenação de 16 anos de reclusão no âmbito da ação penal da trama golpista, embora recorra da sentença em liberdade. Durante o processo investigativo, o ministro Alexandre de Moraes impôs uma proibição explícita de que ele deixasse o país, o que resultou na obrigação da entrega de todos os seus passaportes, nacionais e estrangeiros.


