Braga Netto Nega, Mas um Detalhe Surpreendente Pode Mudar Tudo.

Braga Netto Nega, Mas um Detalhe Surpreendente Pode Mudar Tudo.

Braga Netto Nega, Mas um Detalhe Surpreendente Pode Mudar Tudo.

A defesa do general Walter Braga Netto protocolou nesta quarta-feira (13) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a denúncia da trama golpista seja rejeitada e ele seja absolvido. Ele figura como um dos acusados no que é considerado o núcleo central da conspiração para um golpe de Estado durante a gestão de Jair Bolsonaro. O militar, que foi candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022 e é general da reserva, encontra-se detido desde dezembro do ano anterior, sob a acusação de ter obstruído as investigações que apuram a tentativa de golpe visando impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No documento encaminhado à Suprema Corte, a defesa do general sustenta a inexistência de provas de que ele tenha repassado valores para o financiamento das ações antidemocráticas. Essa alegação contradiz diretamente o testemunho do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Em sua colaboração premiada, Cid afirmou ter recebido de Braga Netto uma quantia em dinheiro, entregue dentro de uma sacola de vinho, destinada a custear as atividades do plano golpista. Os advogados classificam a acusação como uma “narrativa frágil é sustentada somente na palavra do delator que, depois de dez depoimentos prestados na qualidade de colaborador da justiça, e após mais de um ano de firmado o acordo, trouxe a informação da suposta entrega de dinheiro como se um simples detalhe fosse”.

Adicionalmente, a defesa rechaçou a acusação de que o general teria orquestrado ataques virtuais contra ex-comandantes das Forças Armadas, com o objetivo de pressioná-los a apoiar a conspiração. Sobre este ponto, os advogados argumentaram que “a acusação de que o general Braga Netto coordenava ataques virtuais para pressionar o Alto Comando do Exército merece ser veemente afastada porque está baseada em prova ilícita”.

Essa manifestação faz parte das alegações finais, a última etapa de defesa antes do julgamento, que foram enviadas ao ministro Alexandre de Moraes, o relator do caso no STF. O prazo para que todos os réus apresentem seus argumentos encerra-se hoje, às 23h59. Este é o momento final para os réus se manifestarem antes do veredito que decidirá pela condenação ou absolvição. Além de Bolsonaro, outros seis aliados precisam submeter suas defesas. Mauro Cid, por sua condição de colaborador, já havia apresentado suas alegações no mês anterior. O chamado núcleo 1 dos réus é composto por:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Paulo Sérgio Nogueira (general) – ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid (tenente-coronel) – ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Compartilhe esse conteúdo!

Marinho de Paula é jornalista especializado em Justiça, com sensibilidade para descomplicar processos jurídicos complexos e destacar seus impactos na sociedade. Com experiência em tribunais e reportagens investigativas, ele oferece análises claras sobre decisões, julgamentos e políticas públicas, sempre priorizando ética, precisão e relevância. Suas matérias conectam o leitor aos desdobramentos do mundo jurídico com profundidade e objetividade.