Alerta no Rio: O Veneno Silencioso que Já Intoxicou 5 Pessoas

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) comunicou que o total de ocorrências suspeitas de envenenamento por metanol no estado alcançou o número de cinco. As investigações em andamento estão distribuídas entre os municípios de São Pedro da Aldeia, com duas notificações, e as cidades de Cabo Frio, Niterói e São João de Meriti, cada uma com um registro em apuração. Inicialmente, dezoito casos foram notificados, mas treze deles já foram descartados pelas autoridades. Embora a primeira suspeita no estado tenha sido registrada há pouco mais de uma semana, a secretaria ressalta que, até o momento, não há nenhuma confirmação de intoxicação pela substância.
Claudia Mello, a secretária estadual de Saúde, assegurou que as equipes estão monitorando a situação. “Seguimos acompanhando os casos suspeitos e tomando as medidas necessárias para atender os pacientes. Apesar de termos um sinal de alerta ligado, o cenário ainda é favorável no estado. Nossos médicos estão preparados para atender possíveis intoxicações, mas é importante se informar e aumentar a cautela ao beber”, declarou. Visando educar o público, o órgão tem divulgado informações sobre os cuidados ao consumir bebidas alcoólicas, com uma recomendação central: “O ideal é reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente as destiladas, até que haja o rastreio das adulterações. Ainda assim, se houver consumo, deve ser com atenção a possíveis sinais de falsificação. E em qualquer sinal de gravidade, a recomendação é buscar atendimento médico o mais rápido possível”.
O metanol é um solvente de uso industrial e totalmente inadequado para o consumo humano. Sua ingestão desencadeia um processo metabólico no corpo que o transforma em substâncias ainda mais tóxicas, como formaldeído e ácido fórmico, capazes de provocar consequências devastadoras, incluindo a cegueira e a morte. Por essa razão, a intoxicação por metanol é tratada como uma emergência médica gravíssima.
Para evitar o consumo de produtos adulterados, a orientação é sempre optar por bebidas devidamente regularizadas e adquiridas em estabelecimentos de confiança. É crucial desconfiar de preços muito inferiores aos praticados no mercado e inspecionar o líquido em busca de impurezas ou elementos estranhos. Licores e outras misturas de fabricação caseira também representam um risco, pois são produzidos sem um controle rigoroso de destilação, o que pode resultar na presença residual de metanol.
A identificação dos sintomas exige uma ação imediata. Os principais sinais de envenenamento incluem:
- Alterações na visão, como vista turva ou perda da capacidade de enxergar;
- Mal-estar generalizado, acompanhado de náuseas, vômitos e dores abdominais;
- Sudorese intensa.
Caso uma pessoa apresente esses sintomas após consumir uma bebida, é fundamental procurar um serviço de emergência sem demora e, se possível, contatar um dos centros de toxicologia para orientação especializada.
- Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
- Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733;
- CIATox local.
É igualmente importante orientar outras pessoas que possam ter ingerido a mesma bebida a procurar avaliação médica. A agilidade no atendimento é crucial para aumentar as chances de sobrevivência e diminuir a probabilidade de sequelas graves, pois a demora eleva o risco de um desfecho fatal.


