Alerta Máximo: O Veneno Silencioso que Pode Estar na Sua Bebida

A partir desta sexta-feira (3), o estoque estadual de álcool etílico absoluto, utilizado no tratamento de envenenamento por metanol, foi ampliado em São Paulo com a chegada de 2 mil novas ampolas. Essas unidades se somam às 500 que já estavam disponíveis nos serviços de referência do estado. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realizou a compra e direcionou o material para importantes centros de referência, como o Hospital das Clínicas de Campinas, de Ribeirão Preto e o da capital paulista.
Para que os serviços de saúde consigam acesso às ampolas, uma nota técnica do Centro de Vigilância Epidemiológica, compartilhada com todos os 645 municípios e equipamentos de saúde, estipula que é necessário contatar os centros de referência e apresentar uma cópia da ficha de notificação do caso relacionado ao consumo de metanol. Além disso, o governo estadual anunciou um fortalecimento da capacidade laboratorial para a confirmação da presença da substância no organismo. Um novo protocolo estadual determina que amostras de sangue ou urina de casos suspeitos devem ser analisadas em um prazo de até uma hora pelo Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (Latof), do Departamento de Química da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto. A coleta do material ocorre nas próprias unidades de saúde, e a logística de transporte das amostras é coordenada pelo Instituto Adolfo Lutz.
O envenenamento por metanol é classificado como uma condição médica crítica de alta gravidade. Quando ingerido, o metanol é metabolizado pelo organismo em produtos tóxicos, como formaldeído e ácido fórmico, que podem levar à morte. Os principais sinais de intoxicação incluem:
- Visão turva ou mesmo perda da visão, podendo evoluir para a cegueira permanente.
- Mal-estar generalizado, acompanhado de náuseas, vômitos, dores na região abdominal e sudorese.
Ao identificar tais manifestações, é crucial procurar imediatamente um serviço de emergência e, se possível, contatar uma das instituições a seguir para orientação especializada:
- Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001.
- CIATox de sua cidade.
- Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733, que atende de qualquer lugar do país.
É de suma importância identificar e orientar outras pessoas que possam ter consumido a mesma bebida, recomendando que procurem avaliação e tratamento adequados sem demora. A probabilidade de um desfecho fatal aumenta significativamente quando há atraso no atendimento e na identificação da intoxicação.


